As minhas previsões eram as correctas quando dizia que a Cruella de Ville não iria renovar o contrato, pois como há muito a conheço já sei que ela gosta de aniquilar quem lhe faz frente, e como da última vez em que ela me faltou ao respeito eu passei-me, lá estou eu com o final à vista.
A verdade é que até me sinto aliviada, pois tal como já tinha dito a colegas de formação e aos meus colegas e antiga Gerente no jantar de quinta-feira, se ela renovasse para eu ficar um ano ali ao pé dela a matar-me, preferia que não o fizesse e assim tivesse oportunidades mais cedo.
Aqui há um mês e pouco, ela disse-me à boca cheia que me renovava o contrato, enquanto as coisas até íam encaminhadas, mas depois daquela reclamação que fizeram sobre ela, a qual eu nem tive culpa, e ela me chamou de tudo e mais alguma coisa, percebi que as coisas não íam a lado nenhum e que eu estaria ali a perder tempo.
Mas como tenho amigos que se lembram sempre de mim, pode ser que existam projectos à vista.
O que me deixa triste é saber que o facto de me vir embora não se deve a incompetência, até porque depois ao falar com pessoas que já trabalharam comigo e na mesma instituição me dizem que gostavam muito que eu tivesse no mesmo balcão que elas e que tive muito azar em ficar na Guia.
Mas dentro do azar admito que tive muita sorte, porque conheci pessoas muito queridas.
A minha Fumutota (que vai ter de se aguentar forte e feio), a Xana que é a alentejana mais hippie e zen que eu conheço...vou ter imensas saudades delas, principalmente das palhaçadas com a Fumutota e dos queques de chocolate.
Estou e continuarei de consciência tranquila, e ao contrário do que se poderá pensar, este Natal não vai ser azedo!
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