Estamos mesmo no final do mês e início do último mês do ano. Quando dermos por nós estaremos a entrar em 2007, desejando mais e melhor para nós e para todos os que gostamos, e deixamos um ano repleto de coisas boas e algumas más.Amizades que se construiram e outras que se fortaleceram, portas que se abriram e ideias que desapareceram. Passos importantes, como o casamento, cobertos de felicidade e amor.O que mais me custa deixar no ano que passa são as coisas boas que não se repetem no ano seguinte, mas que desejamos que se comemore da melhor forma.No início do último mês do ano lembro-me de tudo o que passei durante 2006; as alegrias, as tristezas, as decisões, as viagens e os sonhos que se espera que se concretizem. No entanto o que me deixa mais triste neste mês é a saudade que começo a sentir.Desejo a todos, um excelente último mês de 2006! :)
Vejo-te a dormir enquanto saio de mansinho para não acordares. Uma parte de mim ficou ali, contigo, na cama que nos acolhe todos os dias.Lembro-me de ti enquanto sigo o meu caminho e aperta-me o coração. Entendo o quanto te amo.Por vezes não me entendo a mim e o porquê de não ser e fazer o que quero e sinto, mas quando te vejo, assim, ali deitado e sossegado, percebo que em ti tenho mais que o meu amante.Aconchegas-me à noite, abraças-me de dia e reconfortas-me a vida.Por me olhares com carinho e amor e me dares força todos os dias...Amo-te!
Depois de um belo lanche recheado de açucar e gargalhadas, as nossas voltas levaram-nos até ao espaço mágico do Natal. De repente tornámo-nos crianças e a brincadeira e o riso apodera-se de nós. Comprámos as bolas, as estrelas, a neve, tudo para cobrir uma árvore verde e fofinha.Ontem tive um daqueles dias que nos traz a esperança e o sorriso de volta e nos mostra que a vida tem coisas tão boas!!Depois de ter ído jantar a casa dos Pais (que nos confortam assim, sempre que precisamos), decidimos ir para casa. Comecei a tirar a árvore da caixa como sendo uma menina pequenina, e começámos a enche-la de luzinhas brancas, uns cordões, que me fazem lembrar os fios de carnaval , bolas e estrelinhas em tons de vermelho e dourado. Ah, e claro, alguma neve para dar outro ar à nossa pequenina.E foi assim que me sentei no sofá a olhar para ela, com os olhos a encherem-se de lágrimas e a pensar que ainda no dia anterior tinhamos feito cinco meses de casados e que naquele momento, tal como disse o meu marido, tinhamos ali "a nossa primeira árvore de Natal".E é assim, sem darmos por isso, que o Natal entra nas nossas casas; devagarinho e de mansinho, para que vejamos que podemos sempre ter a nossa alma mais doce de criança.
Começou a contagem decrescente para o Natal. Estamos a um mês da azáfama de última hora com as compras de Natal os doces e a consoada. Daqui a pouco até o Natal está aí menos o frio.Eu estou decidida, se este Natal não existir o frio, irei passar todos os restantes Natais ás Caraíbas, pois ou é mesmo Verão ou não é.Mais grave, é que nos encontramos a uma semana de fazer a árvore de Natal e cá por casa não há árvore, enfeites, não há nada a não ser luzes para árvore, no entanto, após estas compras, poderemos nem ter a árvore de Natal, pois o nosso gatito pode não o permitir.Falte quanto tempo falte, já tive uma prenda antecipada. Vou ser tia emprestada mais uma vez e de uma amiga que gosto muito!! Guardo segredo sim, mas um beijinho muito grande de felicidades!E assim...faltam 31 dias para a Véspera de Natal!
A dor nas costa aumenta com o passar das horas. Já não tenho posição e não consigo imaginar-me mais um minuto nesta sala.O meu pensamento diário e constante. Como diz a canção, mas em inglês, porque é que as coisas boas têm sempre um fim? Matei saudades, não resisti. Tinha de saber novidades e contar as tristezas. A vida por vezes é injusta mas a maior parte destas vezes estará a ensinar-nos alguma coisa?A caminho do trabalho lembrava-me de uma frase que repetia sucessivas vezes sempre que existia uma discussão, antes daquele tempo mau e doloroso, e pensei "fogo, provavelmente estou a pagar pelo que disse. Sempre pode ser verdade que aquilo que dizemos para ferir os outros nos pode cair em cima.Sempre fui um bocadinho maldosa, porque sei que quando me chateiam não escolho as palavras mesmo sabendo que estas poderão magoar o outro. Sou daqueles que adoram os que me rodeiam, mas que não suporto que me enganem ou me tomem por parva.Se realmente estou a pagar por aquilo que disse, poderia dizer que já está na altura de acabar o pesadelo. Afinal um ano já é algum tempo. No entanto compreendo que se tiver de ser durante mais tempo, e que se as coisas não se sucederem como desejo, deverei ter em atenção aquilo que fiz para não cometer o mesmo erro.Como alguém me enviou hoje, o meu nome significa "forte, viril e predispõe a coragem, à lealdade e à fidelidade. Muito decidida, a pessoa assim chamada transmite segurança a todos que a rodeiam. Inteligente e sensível, sempre consegue o suficiente para viver confortavelmente". Deste modo resta-me ser forte e ter coragem para continuar a acreditar que um dia poderei viver confortavelmente.
Existem dias como este, em que tudo corre mal, em que não temos vontade para nada, em que não nos apetece falar com ninguém, e o pior é quando estes dias se prolongam por mais alguns.Ás vezes a vida prega-nos partidas que não entedemos, mas estas ajudam-nos a crescer e ensinam-nos a enfrentar os problemas. São estes pequenos baixos que nos mostram o quanto podemos ser fortes.Seja qual for o problema (do coração, da escola, da família, dos amigos) não podemos deixar-nos ir abaixo e colocar para trás das costas as coisas importantes na nossa vida e que realmente nos dão prazer. Existem compromissos que devem ser cumpridos no dia-a-dia, existem pessoas a visitar, tarefas a fazer. Por mais que a nossa cabeça se encontre em água, temos de acreditar que somos mais fortes.Com a idade é normal estes contratempos surgirem, mas o que eu ás vezes penso é que um dia quando formos velhinhos podemos perceber que tudo na vida tem um sentido lógico.Eu sei que falar assim é fácil, e que quando passamos pelas coisas nem conseguimos pensar desta forma.Mas de uma coisa temos a certeza; existirá sempre alguém para nos oferecer um sorriso, uma saída, um café ou um chocolate. Esse alguém oferece-nos carinho, amizade e esperança que um dia as coisas melhorem.Um dia tu e a mana foram a minha esperança, uma das mais fortes mesmo. O mal uniu-nos ainda mais, com um laço insubstituível.Mais tarde testemunharam a esperança concretizada em alegria, e é isso que eu quero ver em ti.O mais rápido possível. Porque temos de acreditar que somos fortes e capazes e que nada nem ninguém merece o sofrimento que passamos.Bijus muito muito grandes!! ;)
Chego a casa por volta das 19 horas. Tudo normal. Cumprimento o nosso gato, acendo as luzes, largo os sacos, a mala, o casaco.Nem sei por onde começo, mas sei que é a partir deste momento que me apercebo que hoje a noite é diferente; tu não estás, chegas mais tarde. Aconchego-me no sofá enquanto o Gil me pede mais mimos e entre beijinhos e festinhas vou vendo aquela novela dos miúdos à qual não consigo resistir.Tomo um banho, como qualquer coisa e seco o cabelo. Como tu dizes, sou uma vaidosa!Pouco tempo depois meto-me dentro dos lençois e dos cobertores da nossa cama, feita ao nosso gosto e medida.E são estas alturas, em que sinto tanto a tua falta e me sinto tão sozinha, que sei que és ideal e que te amo muito.Não me apetece fazer nada, como te disse hoje de manhã e nos últimos dias, estou cansada, cansada de não fazer nada, e este cansaço acaba comigo, deita-me abaixo, desfaz-me.Mas eu sei que quando tu chegares, vais aconchegar-me a roupa, dar-me um beijinho ao de leve para não me acordar (porque sabes que tenho o sono leve e que sou bastante rabujenta quando me acordam), e vens para a sala, ver os teus canais de séries e desporto e preparar-me as coisinhas para o dia seguinte, porque por mais que refilemos um com o outro, estamos sempre juntos e solidários "Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, todos os dias da nossa vida".E por isto e por tudo, e pela falta que me fazes hoje e sempre a qualquer hora do dia, Amo-te mais do que tu, eu ou qualquer pessoa pode imaginar!
Encontramo-nos praticamente no final do mês. Daqui a 11 dias entraremos em Dezembro (e os seus belíssimos feriados) e começa a loucura dos presentes, das canções, do enfeitos, de tudo de Natal. Ontem tive um jantar de aniversário e começou também a falar-se daquela festarola que é a Passagem de Ano. Onde, com quem, com quantos, enfim, a barafunda do costume. Mais loucura de que estes aqui relatadas foi mesmo o jantar, pois se este jantar serviu para falarmos de Natal e de Passagem de ano, o mais importante é que serviu para nos rir-mos até mais não. Desde "a ganda volta" que fomos dar para irmos ter à rotunda do Marquês (reparem; linha Sintra, 2º circular, Campo Pequeno, Av. da República, Marquês, Baixa, Av. Almirante Reis, Graça), até ao jantar e até nos colocarem na rua e nem nos deixarem cantar os Parabéns à aniversariante como deve ser.São estes momentos que nos dão força. Apesar das dores de costas que sentia (e que se prolongam), matei saudades de amigos, revi outros e ri-me, ri-me tanto que a certa altura doí-me a barriga, as costas, os maxilares, eu sei lá. É uma alegria constante.Pensando bem, este fim de semana já começou bem. Jantar cá em casa com amigas na sexta-feira, o resultado é paródia e risota total; saída sábado à tarde com a Mãe e a amiga maluca que só nos faz rir com as suas palhaçadas; jantar com amigos que é divertimento na certa. Só podia dar em excelente fim de semana.A nossa vida devia ser sempre assim, uma risota constante, mas tal como indicava um mail que recebi na sexta-feira, em mais um dia de trabalho secante em que não se fez nada, "Deus não nos dá aquilo que pedimos mas sim o que necessitamos!"E cá para mim, pode dar-me estes momentos sempre que quiser, que eu não me importo nada!!Parabéns Sara! :)
Existem alturas em que a vontade que nos dá é mandar aquelas pessoas incovenientes e tontas para a outra banda, no entanto a postura dá-nos alguma sensatez.Começando a chegar a época do Natal, por mais que a mesma apele à calma e ao companheirismo, começa-me a dar os azeites e não sou tão benevolente.Ainda hoje estava a falar com uma amiga sobre este género de pessoas e admiti que já não tenho paciência nem idade para aturar certas e determinadas atitutes, e que cada vez mais me desiludo e afasto de pessoas que as tomam.A verdade é aquela que uma estrelinha uma vez me disse, com a idade acentuam-se as coisas boas das pessoas mas as coisas más vincam-se mais.Será que no Mundo em que vivemos as pessoas não conseguem ser humildes ao ponto de pensar que um dia podemos necessitar de outras pessoas?Ainda hoje, enquanto lia o meu signo, constatei que existem coisas que são mesmo verdade e que até os mais septicos deveriam levar em conta.Como característica de amizade, o meu signo indica que "está sempre pronta a ajudar os outros desde que não a enganem" e esta é a realidade. Se me souberem levar a bem, sou capaz de fazer tudo e mais alguma coisa que se encontre ao meu alcance, caso contrário nem mexo uma palha.Cada vez mais dou valor ás atitudes tomadas, que com o avançar da idade devem ser cada vez melhores, pelo que não posso nem devo ceder a faltas de respeito. Afinal não é disso que se trata?
Um azar nunca vem só, já dizia a minha Avó...Depois de uma semana deprimente pensei que teria um fim de semana em grande. Realmente foi bom, mas tornou-se num inferno, pois no sábado, por volta das 19 horas, estava no Parque das Nações a ser mordida pelas melgas...sim é verdade, em Novembro as melgas continuam a incomodar mas estas são muito poderosas, parecem as que se verificam em Cuba.Começou por uma borbulhita, depois inchou e a partir do final da tarde de ontem piorou. Inchou tanto que hoje nem conseguia mecher a minha mãozinha direita e a esquerda também não ajudava.Uma ída à médica e um fortíssimo comprimido que me deixou a dormir a tarde toda, e as mãos começam a desinchar, tanto que consegui descascar as batatas do jantar, mas, como o próprio início deste texto indica, caiu-me um electrodoméstico em cima do pé que o tornou um pouquito dorido.Perante isto pergunto-me o que virá a seguir, se um andaime me cai em cima, se tropeço e me estatelo no chão ou pior, se começo a ver a Floribela!A verdade é que ando esperançada e espero que este azar seja um presságio de que a vida irá mudar.
Este Sábado lá fui eu e a Maggie para o disco fever, com acesso aos backstage que dispensámos.Quando era mais nova vi o Studio 74 umas 74 vezes e não me cansava. O filme demonstra-nos aquela época dos anos 70, início dos anos 80, em que tudo era festa. As músicas eram feitas para levantar a moral das pessoas e para lhes lembrar que a vida devia ser vivida.Eu identifico-me muito com essa altura, talves por adorar a música e o espírito dos anos 70, e ontem vesti-me a preceito. Fui de cor de rosa, com calças largas e um par de fios acompanhada de uma maquilhagem a condizer. Ou era ou não era.O tempo serviu para colocar um pouco da conversa em dia e imaginar como seria uma festa daquelas no auge dos 70´s. Ao som dos Chic não parámos de dançar e cantar os seus êxitos, que conhecemos muito bem, assim como outras músicas que naquela altura fizeram sucesso.No meio das pessoas dos 30 aos 60 anos, estavamos as duas, e mais alguns jovens, a dançar e a cantar o "le freak cest chic", e a pensar que são momentos como estes, na companhia dos verdadeiros, que existem para nos fazer ver que nem tudo nesta vida tem um lado menos bom.Brigada por tudo Miga!! ;)
Aaaaaahhhh a sexta-feira. Aquele dia da semana esperado por muitos e desejado por outros.Apesar de vir trabalhar é o dia da semana que mais gosto, porque estou sempre satisfeita por saber que no dia seguinte não se trabalha.Sim, é verdade que para isso gostava mais do sábado, mas eu aos sábados penso sempre "epa amanhã já é domingo e depois já vou trabalhar", portanto encaro sempre a sexta-feira como um excelente dia.E hoje, não sei porquê, até estou muito satisfeita. Deve ser pelo sol e pela esperança que me deram ontem... ;)Este fim-de-semana tem de ser em grande. O marido em casa, o disco fever com a Maggie, as castanhas e o sol, nada melhor do que aproveitar isto tudo e sorrir.Afinal, estes são os verdadeiros fins-de-semana de Outono!
Existem dias como este, em que me levanto e não me apetece ver ninguém nem estar em lado algum senão na minha cama a dormir o dia todo.Tal facto não se deve ao sono ou à preguiça, a verdade é que não entendo o porquê destas situações. Depois fico o dia todo com vontade de chorar e de largar tudo e vir para casa.Nestes dias acontece sempre qualquer coisa que o torna ainda pior, ou uma proposta de emprego que não se pode aceitar, ou uma chamada que não se consegue fazer ou uma perspectiva da vida contraria ao que se julgava.Existem dias maus, uns muito maus e uns menos bons. Os bons parece que tardam a chegar.Já estou assim desde ontem e não há meio de melhorar, sinto que está tudo contra mim. Nem sei se a minha última opção foi a mais correcta e acertada. Ando triste, saudosa e desorientada. Parece que tudo o que faço é mal feito e que não há volta a dar.Ainda há pouco tempo uma pessoa disse-me que temos de ser positivos e acreditar sempre que as coisas vão correr bem, pois só assim a vida nos pode correr da melhor forma. A verdade é que esta última semana tenho-me lembrado sempre disto, mas não existe maneira de ter um pensamento positivo.E o pior é que nem aparece um sinal para me dar esperança.
Quando se conhece uma pessoa a impressão que temos dela nem sempre é a correcta.Por vezes pensamos que a pessoa é excelente e muito simpática e quando a conhecemos melhor não vale uma fava. Outras vezes é o contrário, pensamos "ah e tal é uma parva..." mas depois de a conhecermos verificamos ser muito querida honesta.Já foram várias pessoas que disseram ter uma primeira má impressão da minha pessoa. Disseram-me que pensavam que eu era antipática, arrogante, convencida e até mesquinha. Concordo que transpareça esta imagem, porque há uns anos era toda afável e considerava todos boas pessoas. No final, como sempre me magoei, comecei a fechar-me e a não demonstrar logo aquilo que sou. Considero que seja um truque defensivo que obti com a experiência dos anos.A verdade é que no final até me dou bem com todas as pessoas e acabam sempre por me confessar esta sua primeira ideia.Normalmente o que também acontece, é que enquanto vamos conhecendo umas pessoas, podemos saber o bom e o mau de outras pessoas, como por exemplo o quanto conseguem infernizar a vida dos outros para obterem o que querem.Eu não consigo viver assim, no cinismo, na mentira e na maldade. Se estiver mal vou-me embora.No meu último emprego, por exemplo, tive pessoas para todos os gostos; aqueles com quem pouco falava mas que simpatizei, aqueles que ao início não suportava e se tornaram muito queridos, e já outros que ao início não tinha uma ideia deles, depois pensei que até seriam porreiros, para no fim não suportar tanto cinismo e pretensão que nem me despedi dessa pessoa.Considero que essas pessoas são daquelas que "falam falam, falam falam e não as vejo a fazer nada" e prefiro nem me dar com elas.Existiu uma pessoa com a qual me passava constantemente, mas que no fundo é impossível não gostar dela, porque por muitos defeitos que tenha sempre se demonstrou disponível e compreensiva.Quando era miúda sempre pensei que aos 50 anos iria dar-me com os meus amigos de infância e da secundária, no entanto, com o passar dos anos e a chamada experiência de vida, aprendi que a vida não é bem assim. Os bons hão-de permanecer sempre, nem que seja para nos falarmos ou vermos poucos dias num ano, pois sabemos que lá estarão, e os maus um dia desaparecem e de vez em quando alguém nos conta que os viu sabe-se lá onde a fazer sabe-se lá o quê.Sei que ainda sou muito nova, mas não sou capaz de me subjugar a alguém que me queira mal, por mais que isso diminua o meu orgulho, mas dou muito valor à coragem dessas pessoas, que enfrentam os prepotentes para mostrar que eles não são mais que ninguém.
Os Tribalistas - Velha InfânciaExistem músicas que desde a primeira vez que as oiço mexem comigo, e esta é sem dúvida uma delas.Quando a música foi lançada gostava de a cantar com o meu namorado na altura, hoje meu marido, e a música também dava numa novela, pelo que antes de todos a cantarolarem já eu a cantava.Quando me chateava ou quando não estava bem era esta música que ouvia, e quando nos chateámos a valer também era esta a música que ouvia praticamente todos os dias.A música é tão importante que a escolhemos para abrir o baile no casamento. Na semana antes ainda estavamos indecisos, e a caminho do trabalho, estava eu a pensar com qual das músicas iriamos abrir o baile quando a dos Tribalistas começou a tocar na rádio.Decidimos, era um sinal de certeza.A verdade é que posso estar algum tempo sem ouvir a música, mas parece que ela adivinha e toca sempre na rádio em alturas que eu preciso, como por exemplo na minha última semana de trabalho no IIES, em que desatei a chorar no carro a caminho do trabalho, ou hoje, em que cheguei à minha rua, estacionei o carro e fiquei a ouvir a música a tocar no RCP.Quando terminei vim para casa e tive de a ouvir outra vez, porque em dias menos bons ela toca sempre para mim...sim, e em dias bons também.Por isso aqui partilho um dos meus segredos mais bem guardados, a Velha Infância dos Tribalistas.
Apesar da vida estar em constante mudança, existem dias em que o espírito se encontra em baixo. Pensamos até que ponto somos uteis ou importantes na vida de alguém, ou pensamos ainda em que ponto a nossa vida é importante para nós.Só me arrependo de uma coisa até hoje, não ter seguido logo para a Universidade, mas por outro lado tenho coisas que não seriam possíveis se ainda estivesse na faculdade.Uma das coisas que gostava nesta vida, apesar de saber que para mim era muito complicado e que perante a proposta até poderia não aceitar, era trabalhar no estrangeiro. Londres, Madrid ou Barcelona são os meus destinos de trabalho ideais. Passo o tempo a dizer que quero ir para lá mas no fundo no fundo será que ía??É a isto que me refiro, porque é que não me consigo sentir satisfeita com praticamente nada que tenho e porque é que nunca sei se as decisões que tomo são as mais correctas.Estou a passar uma fase complicada, em que nada que faça fica bem feito. O que me apetecia mesmo era ir-me embora e deixar tudo para tras. Olhem, como fez ontem a da novela. Estava farta da casa e de tudo e foi viajar. A única diferença é que ela tem dinheiro (pelo menos na novela) e eu não.Mas pelo que me conheço as coisas vão piorar, chegada a altura do Natal...Em último dia de mudança recebi um telefonema feliz, mas no entanto a esperança vai sempre esmorecendo. Porque para mim, a esperança não é a última a morrer.