As sensações de vivermos
Apesar da mudança hoje o dia não foi de felicidade. A nostalgia e a saudade apoderou-se de mim, e a tristeza normal da despedida fez com que me corressem as lágrimas.
Deixei para trás excelentes pessoas que conheci durante um ano, o meu pacote (mas, dia 11 lá estaremos no Disco Fever) e o "meu" espaço.
Foi estranho quando arrumei tudo e deixei a secretária limpa para a nova colega, que apesar de só ter estado com ela esta semana e meia, me parece muito bem. :)
Também gosta de brincadeira, também alinha nas parvoíces e sinceramente é disso que aquele departamento precisa e não de pessoas incompetentes com a mania que são espertos.
Mas, como nem tudo é mau, também senti que estava a sair na altura certa, pois afinal consegui sair sem existir qualquer conflito, que qualquer dia bem se podia dar.
Por isso, e porque a colega nova não se lembra do anúncio, andei na net em busca de coisas que me fazem sentir bem, e lá estava o belo do anúncio da Coca-Cola, o qual eu fazia questão de cantar até não poder mais com o meu consideradíssimo irmão emprestado.
E hoje, passados quase 20 anos ainda me lembro de tudo e nestes dias menos bons adoro canta-la, porque me levanta o astral (como se diz por aí).
Este e outro, mas o outro é muuuuito especial e deve ser colocado na altura certa.
Beijinhos meninas (um beijo especialíssimo para o meu Pacote (we are family..weee))
Apetece ter cinco anos...
Existem dias assim, em que só me apetece ouvir estas coisinhas e ir para a cama, porque estou caídinha de sono. E são nestes dias que preciso de mimos e atenção e que normalmente não os tenho.
A música que mais me lembro do Vitinho não é esta, mas sim aquela da "Está na hora da caminha, vamos lá dormir...vê lá fora as estrelas dormem a sorrir..." quem não se lembra do resto? "E amanhã cedinho bem cedinho tu vais ver, acordas mais forte e mais esperto isso é crescer...boa noite...e até amanhã."
É verdade, sempre que ouvia esta música sentia-me reconfortada. Lembro-me do meu Pai, durante muito tempo, aconchegar-me a roupa quando ele se ía deitar, e lembro-me de nesses dias me sentir triplemente (é assim que se diz, epa acho que não, mas estou mesmo cansada e nem consigo pensar) confortável e feliz. Pois, afinal já tinha visto o Vitinho, o meu Pai aconchegava-me a roupa e tinha sempre comigo uma almofada igualzinha a esta que o Vitinho tem no vídeo.
Conforme crescemos deviamos ter a opção de termos todo este conforto na mesma noite, mas não. Existe sempre qualquer coisa que estraga tudo, ou a loiça para lavar, ou a roupa para passar, um trabalho para acabar, ou mesmo a solidão, porque ás vezes por mais pessoas que tenhamos à nossa volta sentimo-nos muito sozinhos.
Está decidido, hoje vejo o Vitinho e vou para a cama.
Em tempo de mudança...os amigos

Em tempo de mudança questionamos o bom e o mau da mesma e muitas das vezes estes aspectos relacionam-se com pessoas. Que conhecemos ou que iremos conhecer.
Deixar um hábito para trás pode ser complicado, ainda mais quando a ele se aliam as pessoas.
Sair de um local e enfrentar gente nova num novo local, deixa-nos sempre no pensamento se iremos ou não gostar ou se vão gostar de nós. Aqui começa tudo novamente. A abordagem, o conhecer, as brincadeiras, a cumplicidade e a amizade.
E quando conhecemos alguém que sabemos ajustar-se a nós mas que será por um tempo determinado.
Começada a nova etapa irei deixar para trás pessoas que gosto muito e que sei que continuarei a ver, e pessoas que estou a gostar muito de conhecer mas que sei que um dia deixarei de ver.
Porque é que na vida tudo tem de ter um começo e um final?
Existem amigos verdadeiros, que conhecemos desde crianças e que nunca nos desiludem, já outros, que também conhecemos desde pequenos conseguem desiludir-nos e magoar-nos imensas vezes.
Também temos aqueles que conhecemos e vamos logo com a cara e se tornam bons amigos, mas que afinal não são o que aparentam, como aqueles que até não nos damos logo bem mas que com o tempo são amigos fantásticos e verdadeiros.
Mas, e quando conhecemos alguém que nunca vimos na vida e se torna nosso amigo, como o consideramos?
Para mim existem vários tipos de amigos, como os que indiquei anteriormente, mas afinal o que é o amigo?! Sim, aquela pessoa que está sempre connosco...que nos dá os Parabéns, deseja Feliz Natal...enfim, tantas coisas poderiamos aqui dizer.
O amigo para mim, e que já me apercebi, são aqueles que estão nos bons momentos comigo, mas que nunca me deixam nos maus momentos, nem que para isso fiquem acordados comigo ou me levem a passear (ou para a terra deles, não é).
São aqueles que apesar de não ver ou falar todos os dias, maior festa fazemos quando estamos juntos e que nunca nos esquecemos que existem.
Que lida com todos os amigos que tem e não esquece aquele que sempre teve, em todos os momentos importantes.
Muitas vezes, só o facto de ajudarmos o outro que nem conhecemos, já se torna um gesto amigo, pelo que por pouco tempo que estejamos com essa pessoa a consideremos amigo para desabafar e até para vermos que estão na nossa vida para nos ensinarem e mostrarem algo.
Durante este mês conheci uma pessoa muito querida e a qual nunca teve o valor merecido. Eu sei que um dia deixarei de ver essa pessoa, porque a vida é assim mesmo, mas fico feliz por ter tido um amigo quando precisei e quando vi que ás vezes os amigos não são aqueles de sempre e para sempre.
Durante este mês também vi a falta que vou sentir de outro grande amigo, mas que sei que por muito pouco que a gente se fale a partir de agora, será daqueles amigos que é uma festa o facto de estarmos juntos.
Também foi neste mês que vi que tenho amigos de infância que continuam a ser a minha família e que é uma alegria falar com eles, nem que seja num tempinho enquanto venho ao blog e esse meu amigo aguarda as minhas respostas através do MSN, pois sei que poderei contar sempre com ele(a) na minha vida para sempre.
E foi também neste mês que me apercebi que ás vezes somos esquecidos e deixados por amigos. Mas a verdade é que isto está sempre a acontecer, mesmo que ninguém se aperceba.
E ás vezes pergunto se o problema será meu, mas quando olho para aqueles amigos de que falei há pouco, fico com sérias dúvidas.
Pipia, Maggie e Beta...beijinhos
A dificuldade do Amor

Quantas vezes perdemos pessoas que amamos bastante e das quais não nos conseguimos desprender. Seja uma pessoa querida que faleceu, seja um amigo com o qual nos chateámos e não falamos, seja com pessoas que estão longe e que o tempo e a vida afastam, seja um um namorado, um ex-marido ou simplesmente aqueles casos passageiros mas que nos marcam para toda a vida.
A verdade é que nunca sabemos quanto tempo iremos ficar apegados a essas pessoas, seja durante uma semana, um mês ou mesmo a vida inteira. Afinal aquilo que sentimos foi tão forte, seja de que maneira tenha sido, que no final por mais que nos esforçamos não conseguimos apaga-la da nossa vida, da nossa cabeça ou do nosso coração.
Ninguém pode apontar o dedo por ficar preso a alguém, pois nunca sabemos aquilo que nos pode acontecer. Afinal não mandamos nem controlamos os nossos sentimentos e por muito que nos digam que não é verdade, não escolhemos de quem gostamos.
Podemos ter uma paixão que nunca iremos esquecer, mesmo depois da nossa vida se encontrar refeita, ou então podemos nem conseguir seguir em frente devido ao nosso ex.
Não podemos acreditar que de um dia para o outro vamos apagar aquela pessoa da nossa vida, mas podemos acreditar que conseguimos ser felizes e seguir em frente, seja com quem for.
Deus deu-nos a oportunidade de escolher e de amar, e por isso mesmo que as nossas atitudes, sentimentos e escolhas não sejam as melhores, temos de acreditar que para alguma coisa servem, nem que seja para nos ensinar algo e nos ajudar a crescer.
Agora, se Deus não nos julga e não nos aponta o dedo, mas sim coloca-nos à prova e ajuda a crescer, não serão os outros que possuem o direito de o fazer.
Saudade
Estou triste e mal e nem sei o porquê, mas para agravar as coisas estou com imensas saudades de um local ao qual não posso voltar...sim, porque esse local é em outro país.
Quando voltei de lá dizia que dificilmente iria regressar, porque o que tinha visto abalamou-me de tal maneira que não aguentava outro choque, mas agora que me encontro em Portugal só penso em voltar, e não é pelas suas belas praias de mar calmo e água quente.
Cuba, o país do Fidel (sim, todos vivem para o Fidel e o país gira ao seu redor), mais propriamente Havana, o centro de tudo e de todos os sentimentos possíveis. O choque, a tristeza, a excitação de estarmos ali numa cidade que parece retirada de um livro, o entusiasmo de conhecer e ver a cidade, e a desilusão de por vezes darmos e não recebermos da mesma forma.
É daqueles locais em que o tempo parece que não passou e que desejamos que o mesmo voltasse aos seus anos dourados.
Imagino-me naquelas ruas antes da revolução, em que tudo brilhava e em que em cada esquina tinhamos outro lugar para conhecer e dançar.
Hoje em dia sito que tenho de lá voltar. Já disse até que gostava de passar uma temporada em Havana e ajuda-los no que fosse preciso. Mas apesar de os cubanos passarem por dificuldades, enfrentam a vida com um sorriso e a dançar.
Na altura até pensei que muitos nem se importavam em trabalhar e que isso era mau, mas no final percebo que aquele é mesmo o estilo de vida deles e que já não mudam.
Quero voltar a locais visitados e conhecer novos locais e pessoas e quero saber mais da cultura deles.
Pelo menos daqui a cinco anos, Cuba quero ver-te de novo.
Alguém quer vir?
Tempo incerto

Este ano o Inverno parece que chegou mais cedo. Há alguns anos que não via chover e trovejar como nos últimos dias, e um dia destes pensei na hipótese maravilhosa que seria as pessoas poderem ficar em casa enquanto chove lá fora.
Os patrões podiam envair um comunicado com a seguinte informação "Informa-se os nossos colaboradores que a partir de dia X, caso exista um a forte chuvada pela manhã, poderão optar por ficar em casa no conforto dos vossos lares, de modo a não se resfriarem e assim não adoecerem e poderem vir sempre trabalhar.
Cumprimentos, A Direcção"
Gosto imenso desta altura do ano, talvez porque vou vestir os casacos mais bonitos que possuo no armário e por nesta altura ser sempre possível beber chá, porque afinal está frio.
O que me irrita é quando o tempo nem está quente nem frio, e uma pessoa não sabe o que vestir.
Esta semana comecei a vestir as minhas camisolas de manga comprida, pois aquelas de manga mais curta já me provocam algum frio, mas o problema está por não termos tanto frio que faz com que a manguita até ao pulso nos dê calor. Já uma amiga minha na semana passada usou manga à cava porque até tinha estado bom tempo. Naquele dia fartou-se de chover, estava fresquinho e no que é que deu? Gripe!! Afinal em que é que ficamos??É que depois somos gozados por estarmos vestidos à Verão ou por estarmos demasiado à Inverno.
Ainda hoje, quando esestava a caminho do trabalho vi imensas pessoas com casacos de Inverno, mas chegada ao emprego qual não é o espanto quando vejo que algumas pessoas continam em pleno mês de Agosto, com camisolinhas de alcinhas. Ora aqui está, em que é que ficamos?
Mas eu já me apercebi do tempo que se faz sentir lá fora, pois no dia em que senti calor com a minha roupinha de Outono/Inverno, fui à janela e observei as árvores junto do meu prédio. As folhas estavam amarelas, outras castanho escuro e muitas delas estavam caídas no chão. Foi então que chamei o meu marido e lhe disse "Vês, afinal o outono já chegou!"Quanto tempo o tempo tem?

Chegado Outubro todos começam a pensar em frio, nas férias e no calor que já lá vai, na chuva e nos dias gelados que teimam em aparecer, nos casacos e sapatos de inverno, e claro com coisas como a Passagem de ano, afinal é aquela altura do ano em que desejamos só coisas boas para o ano seguinte.
O fantástico que é, é que todos os anos pensamos que o tempo vai demorar a passar e que nunca mais vemos as próximas férias, mas quando damos por nós já estamos a falar do próximo ano novo.
Eu e a minha colega de trabalho estamos sempre a refilar por o tempo passar devagar, mas quando damos por nós já estamos em mais um final do mês.
Será que somos nós que passamos a correr pelo tempo ou mesmo o tempo que passa a correr?
Lembro-me como se fosse ontem de estar sentada com ela a comentar este asssunto e falar que não tardava muito até me casar.
Pois bem, esse ontem foi no início de Abril, casei-me em finais de Junho e estamos a meio de Outubro.
Ainda ontem por exemplo, estive a festejar o terceiro aniversário da minha sobrinha, e quando lhe peguei ao colo e lhe dei o jantar, lembrei-me tão bem de estar com ela ao colo no dia em que nasceu, e de nesse mesmo dia a minha vida ter muito mais sentido.
E parece que foi ontem que ela me chamou "tia", mas vendo as coisas foi há mais de dois anos.
É verdade, mas ela é muito desenvolvida.
Começo a pensar o quanto envelhecemos e o quanto a nossa vida, por mais rápido que o tempo passe, só faz sentido com bons amigos e a família que escolhemos.
Mas a verdade é que apesar de ter imensas saudades de velhos tempos e alturas, cada vez gosto mais de estar mais velha!
(Mais uma vez...Parabéns para a minha linda e maravilhosa sobrinha que me dá tantas alegrias).
13

A todos um bom Nataaaal

Hoje de manhã estava a ouvir um programa de rádio matinal quando se falou no Natal. Ao que parece existem já lojas e cidades com efeitos de Natal. Já???É verdade, cada vez mais cedo.
Burbujas...de amor
Hoje ouvi esta belissima música na rádio clube, enquanto estava no trabalho.Delírio total.
Em casa dei a música a ouvir ao meu marido, e agora, para relembrar os bons velhos tempos aqui fica o video...haaa isto é que é, além de ouvirem podem ver...
Expectativa
Final de férias, ponto de viragem
No início de Novembro iniciarei uma época diferente, e apesar de estar contente, por um lado sinto um vazio em mim. E não consigo perceber bem o porquê... talvez por não ser aquilo que realmente desejva para mim, e que não sei se irei gostar.
Encontro-me numa altura da minha vida em que preciso de estabilizar, e agora que estava "estabilizada" num ponto em que me sentia "em casa", apesar de todos os problemas, sinto que vou deixar alguma paz para trás.
Sim, é um pouco contraditório, pois estive tantas vezes triste e desanimada, mas no fundo tinha uma coisa muito importante comigo, a amizade de alguém sempre disposto a dar-me força.
No entanto, se me sinto mais reticente, será devido aquela estabilidade que não possuo.
A esta altura pensei em estar casada e com um emprego estável, daí a minha escolha a nível de formação, no entanto as coisas não correram como esperei.
Preciso mesmo de alguma coisa que me satisfaça e concretize a nível profissional e pessoal. De um desafio ao qual me tenha de entregar e do qual diga que realmente valeu o esforço e as horas perdidas.
Sinto que me estou a perder do tempo e da vida, da concretização pessoal e profissional.
Existe quem me diga que poderia estar melhor e que não compreende a minha escolha nessa altura, mas a verdade é que na altura não optei pelo conforto porque não me identifivava com a escolha efectuada, e por tal decidi voltar atrás.
Não me arrependo!
Mas amanhã lá voltarei para me ir despedindo aos poucos de um trabalho que me acompanha há dez meses, e se a escolha foi mudar é porque me encontrei mesmo a bater no fundo.
Estive finais de férias e domingos à noite a chorar na cama, por não me encontrar feliz e por sentir que estava a desaparecer do mapa.
Mas nestas alturas tinha o optimismo da minha vida sempre ao meu lado, a secar-me as lágrimas e dar-me força.
E hoje, Domingo, não me apetece chorar, só se fosse de felicidade porque à minha frente tenho a minha força de vida. ( e porque te amo muito, meu amor)
"Lacrimejar"

A semana passada terminei de ver uma série da qual aguardava o final há anos, e o mais triste é que no final da série senti-me a lacrimejar por saber que a história daquelas pessoas não iria ter continuidade na minha vida.
Quantas vezes se perdem aquelas coisas de que gostamos e nos fazem sentir bem?
Este ano por exemplo, demo-nos ao luxo de tirar mais férias que o normal, e tudo devido à excelente licença de casamento. Cuba, detestada e adorada ao mesmo tempo. Foi daqueles locais em que num momento não me apeteceu conhecer mais e não sair do quarto, até que no final lá me lacrimejou os olhitos por não saber quando poderia voltar.
Quantas vezes num ano podemos possuir um sentimento assim. No final de um concerto, no final de um passeio com quem gostamos muito de estar, num final de tarde de domingo que antecede mais uma semana de trabalho.
Eu, por exemplo, sempre que vejo o filme do dia do meu casamento lacrimejo e choro, choro, choro, porque sei que queria voltar atrás no tempo e fazer tudo de novo, mas de maneira mais calma, para não ter de lacrimejar tanto.
No final da minha última semana de férias sinto-me assim, porque afinal, até ao próximo ano, as férias não voltarão.
Mas desta vez o regresso será diferente, com um final feliz, assim espero, à vista.
Mas..agora que me ponho a pensar nisto…lá vou eu lacrimejar, porque irei deixar para trás uma pessoa da qual gosto muito e que mais que colega é Amiga!
Bem, afinal existem mais “lacrimejar” do que aqueles que imaginamos nem que seja porque nos apercebemos que a nossa vida está realmente em mudança.