A diária

Não consigo parar de pensar que pareço estar presa neste antro de nada se faz porque não há nada para fazer, porque afinal queremos dar a entender que somos uma grande empresa, com dois gatos pingados e um chefe armado aos cucos.

Hoje nem me importei. Levantei-me eram oito e meia e saí de casa faltavam dez minutos para as nove. Cheguei ao emprego pouco antes das nove e um quarto.
É que nem me interessa, afinal não está cá ninguém mesmo e se estiver digo que adormeci ou coisa do género. Afinal uma pessoa tem direito a desligar o despertador sem querer! Não é que tenha por hábito fazer isto, pelo contrário. Costumo chegar ao local de trabalho bem antes da hora, e também já o fiz aqui, mas agora, quando me apercebo qu nem vale a pena porque afinal venho passar o dia a olhar para o boneco, não me importa muito.

Estou cansada de tentar mudar o rumo de uma vida que parece que parou, apesar de a família ir aumentar e de dar mais alegria à coisa! Não, não estou grávida, mas vamos dar uma irmã ao Gil, que aliás ainda nem tem nome porque estamos indecisos. Continuando....

Esta é a semana santa, que de santa para mim não tem nada devido ao martírio que já vos contei, no entanto santa seria, se o meu chefe nos desse também a tarde de quinta-feira, como todos aliás. Não deve fazer diferença no trabalho, mas se fizer no dele ele que trabalhe que eu vou embora.

É assim, sempre a pensar o que se pode ou não fazer para melhorar e acentar a nossa vida. As férias que tardam, o fim-de-semana que não aparece (já só falta amanhã, já só falta amanhã...) e para piorar juntar tudo aquilo que se tem de fazer todos os dias (ai, estou farta de fazer jantar! :))

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