Borboletas ZaZaZu


Não está fácil, hoje em dia, encontrar um amor para a vida inteira, e quando julgamos encontra-lo as coisas ainda se tornam mais complicadas. Os gestos, os olhares, a maneira de falar...apesar de a idade avançar muitas vezes damos por nós a tentar descobrir o que será que significa, tal e qual quando somos miúdas.


As borboletas na barriga, o sintoma do zazazu que a Carrie do "Sex and the city" nos fala, assola-nos e faz-nos parecer ter novamente quinze aninhos, no meu ver com a diferença de que sabemos mais e que nos encontramos mais aptas para o sucesso. Ou talvez não!


Vejamos, antes com quinze anos, as borboletas na barriga podiam aparecer com frequência, ou apenas uma vez que julgaríamos que seria para a vida toda. Sonhávamos com ele (no nosso caso), estávamos nos mesmos sítios que ele ás horas que sabíamos que o iríamos encontrar, gostávamos das mesmas coisas e se as coisas dessem certo cometiam-se loucuras. Era aquela altura em que queríamos viver assim para sempre. Mas será que hoje, mais velhas, não fazemos o mesmo? Acrescentando apenas a maturidade e a liberdade própria da idade?!


Ainda nesta semana, o meu marido me lembrou de alturas em que sim, as borboletas passaram pela minha barriga...e pernas, braços, pescoço, cabeça...enfim, assolaram-me. Uma grande paixão, um grande sonho. Seria o par ideal.

Fizemos planos e por muito difícil que fosse perceber se "sim ou sopas", a verdade é que foi uma altura muito bonita porque gostámos muito um do outro (cada um à sua maneira, claro eheh).

Hoje, passados nove anos as coisas são tão diferentes que quando olho para o passado a vontade que me dá é de sorrir.


Tenho um marido completamente diferente, vivo num local muito diferente e as ideias que tenho são completamente diferentes. Ou seja, nada é como imaginamos!


Senti as borboletas algumas vezes sim, mas julgo que só as sentimos a sério uma vez na vida! O que significa que pode não ser com as borboletas fortes que ficamos, porque não tem de ser assim, porque por vezes elas podem não ser tão bonitas como as outras que se seguem. E a melhor parte de termos esta idade é que ainda somos capazes de sentir as borboletas.


(Era este o texto que deveria constar na semana passada, logo o que se diz presente é passado...oh que parvoíce!)


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