Os bons e os maus..na vida

Quando se conhece uma pessoa a impressão que temos dela nem sempre é a correcta.
Por vezes pensamos que a pessoa é excelente e muito simpática e quando a conhecemos melhor não vale uma fava. Outras vezes é o contrário, pensamos "ah e tal é uma parva..." mas depois de a conhecermos verificamos ser muito querida honesta.

Já foram várias pessoas que disseram ter uma primeira má impressão da minha pessoa. Disseram-me que pensavam que eu era antipática, arrogante, convencida e até mesquinha. Concordo que transpareça esta imagem, porque há uns anos era toda afável e considerava todos boas pessoas. No final, como sempre me magoei, comecei a fechar-me e a não demonstrar logo aquilo que sou. Considero que seja um truque defensivo que obti com a experiência dos anos.

A verdade é que no final até me dou bem com todas as pessoas e acabam sempre por me confessar esta sua primeira ideia.

Normalmente o que também acontece, é que enquanto vamos conhecendo umas pessoas, podemos saber o bom e o mau de outras pessoas, como por exemplo o quanto conseguem infernizar a vida dos outros para obterem o que querem.
Eu não consigo viver assim, no cinismo, na mentira e na maldade. Se estiver mal vou-me embora.

No meu último emprego, por exemplo, tive pessoas para todos os gostos; aqueles com quem pouco falava mas que simpatizei, aqueles que ao início não suportava e se tornaram muito queridos, e já outros que ao início não tinha uma ideia deles, depois pensei que até seriam porreiros, para no fim não suportar tanto cinismo e pretensão que nem me despedi dessa pessoa.
Considero que essas pessoas são daquelas que "falam falam, falam falam e não as vejo a fazer nada" e prefiro nem me dar com elas.

Existiu uma pessoa com a qual me passava constantemente, mas que no fundo é impossível não gostar dela, porque por muitos defeitos que tenha sempre se demonstrou disponível e compreensiva.

Quando era miúda sempre pensei que aos 50 anos iria dar-me com os meus amigos de infância e da secundária, no entanto, com o passar dos anos e a chamada experiência de vida, aprendi que a vida não é bem assim. Os bons hão-de permanecer sempre, nem que seja para nos falarmos ou vermos poucos dias num ano, pois sabemos que lá estarão, e os maus um dia desaparecem e de vez em quando alguém nos conta que os viu sabe-se lá onde a fazer sabe-se lá o quê.

Sei que ainda sou muito nova, mas não sou capaz de me subjugar a alguém que me queira mal, por mais que isso diminua o meu orgulho, mas dou muito valor à coragem dessas pessoas, que enfrentam os prepotentes para mostrar que eles não são mais que ninguém.

1 comentário:

Anónimo disse...

uhhh baby i love your way... everyday... n sei porquê mas ouvi hj esta music e lembrei me do meu pacotinho:)) love you bitch